22 agosto, 2010

Entre a dor e o nada.

Parecia uma cena de filme. Ele falava desesperadamente o porque de ter mentido mas ela não estava o escutando. Ela não conseguia escutar mais nada, só podia sentir. Sentir aquela dor que latejava sobre seu peito, sentir as lágrimas rolando de maneira incontrolável pelo seu rosto e todo o desespero se formando. Sentir-se ferida, traída, como se não houvesse dor maior no mundo. Ele jamais entenderia o que ela estava sentindo. O coração dói. A cabeça dói. Cada músculo do seu corpo também começa a doer. Ela queria tentar ouvir o que tanto ele falava mas nada chegava aos seus ouvidos além da palavra dor.

21 junho, 2010

4 anos.

     Com todo o tumulto que estava acontecendo em sua casa, ela preferia fugir. Não era fácil enfrentar de cabeça erguida todos aqueles problemas. Ela se acovardou e fugia toda tarde. Passava horas lendo, estudando, ouvindo música, saindo escondida. Mas em casa ela não ficava. Um dia normal, ela acorda e se prepara para fugir. A notícia chega. O tumulto havia acabado. O 'problema' tinha se dissolvido. E agora? Fugir para quê? A confusão tinha ido embora mas junto com ela foi seu grande amor. Hoje fazem 4 anos que a vida dela ficou de cabeça para baixo e não teve um dia em que ela não pensasse no seu amor. Ela preferiu fugir da dor e com isso acabou perdendo os últimos momentos com o amor da sua vida. E agora, ela se pergunta quem iria lhe dar um sorriso estonteante quando ela soltasse uma graça, com quem ela iria brigar até chorar, com quem ela iria se consolar dos problemas, em quem ela iria abraçar até perder o ar. A pessoa que ela mais amava na vida havia ido embora e ela não se despediu. Não porque não teve chance, teve sim, muitas. Acontece que ela preferiu fingir que nada estava acontecendo, preferiu fugir para outro mundo. Preferiu estar no seu mundo das maravilhas. Ela foi egoísta. Agora irá viver coma dor, a culpa e a saudade pelo resto da sua vida. Até encontrar com seu amor novamente. E agora, é por ele que ela vive.



19 junho, 2010

São só palavras.

      Naquele momento o mundo parou, você me olhava como se não houvessem mais palavras sãs a serem ditas. E haviam? Eu aceditava que sim. Procurei por elas em minha cabeça, tentei formular alguma frase que tivesse sentido. E o que saiu da minha boca, nada. Parecia que nenhuma palavra era tão certa para a outra, parecia que elas não não podiam ficar juntas em uma mesma frase. Na minha mente, eu lutava contra isso. Eu não queria acreditar que as palavras, pela primeira vez em minha vida, não faziam sentido quando juntas em uma frase. Pela primeira vez, eu não conseguia falar. Tudo que eu sentia, ou pensava que sentia, tinha, simplesmente, desaparecido. Ótima hora para as palavras decidirem não ficarem juntas. Ótima hora! Você me olhava e parecia compreender o desespero que habitava em mim naquele momento. Eu lutei, tentei, gaguejei. Você me abraçou, minha lágrima escorreu e eu percebi. As palavras não se encaixavam, mas agora elas não precisavam mais.

01 abril, 2010

Não é o fim.

        Não adianta tentar tirar alguém do coração quando esse alguém já está em sua vida. Quando digo "está", digo que aquela pessoa construiu uma história com você e você não consegue mais imaginar alguns momentos da sua vida sem ela ao seu lado, que cravou os pés em seu dia-a-dia e não está nem um pouco afim de não fazer mais parte dele. Então, o que fazer?

10 novembro, 2009

Forgive.

Eu me sinto burra. Vivo dando segundas chances as pessoas e vivo levando rasteiras. Eu quero acreditar no que existe de melhor dentro das pessoas. Eu quero aliviar meu coração, perdoar, aceitar. Mas qual o limite do perdão? E quando você se cansa de ouivir falsas desculpas, falsos arrependimentos, falsos remoros? E quando o ato de perdoar vira constância? O perdão acaba virando um costume e assim, deixa de ser verdadeiro. Cansei de perdoar sempre as mesmas pessoas sempre pelos mesmos erros.

03 novembro, 2009

Amor, meu grande amor.

       O que eu mais quero hoje é dizer que eu te amo. Sim, que te amo. Dizer que te amo mais que tudo. Que, literalmente, sem você eu não existiria. Você foi e sempre será o melhor amigo que qualquer um podia ter. O meu melhor amigo. Eu seria capaz de tirar o tico de felicidade que me resta para te trazer de volta para mim. Para eu, finalmente, dar aquele abraço que eu quis tanto dar. Minha covardia tomou o lugar da minha vontade. Queria poder tirar esse nó da minha garganta, dizer tudo o que penso, tudo o que sinto, tudo que me move e motiva. Queria te dar um beijo e te contar meus medos, meus dramas, minhas felicidades. Porque, definitivamente, eu nasci para você. Ás vezes, meu orgulho tomava conta de minha cabeça e assim deixava de passar momentos raros contigo. Meu doloroso orgulho, aquele que me fez perder tantas coisas valiosas nessa vida. Aquele que me impediu dizer que te amava. Eu não queria admitir meus defeitos e erros. Hoje, me pego fazendo as coisas que tanto reprimia e abominava em você. Me olho no espelho, me encaro. Percebo você dentro de mim. Sua alma entrelaçada com a minha. Você é uma das únicas constãncias na minha vida. Onde, nesse mundo louco, tudo muda, tudo passa muito rápido, você estará sempre constante, sempre presente e vivo. Não existe amor mais puro do que o nosso. É natural. Evitei dizer teu nome, evitei pensar em você, evitei falar de você. Isso não me adiantou muito, a dor continuava assolando em meu peito vazio. A dor não diminuiu, apenas me acostumei a ela. A dor de te querer aqui e não poder. Te amo hoje e te amarei para sempre. Incondicionalmente. Irrevogavelmente. Por todos os dias da minha vida.